A lei do retorno...
Leia se assim: " tudo o que tem um fim gera outro inicio, só não sabemos quando."
Caminho a cada dia com a certeza das minhas escolhas, do caminho que percorro a par e passo de uma forma lúcida e tão cheia de loucura, de uma forma completamente apaixonada pela minha vida, pelo que sou, pelo que serei e grata pelo que tenho de bom dentro de mim.
Caminho e só olho para trás, já lá longe onde vislumbro com quietude aquilo que deixei.
As relações cada vez mais são vividas de uma forma fugaz, rápida, precipitada de emoções ávidas de sentimentos puros, ama-se por tudo e por nada.
A palavra amor caiu no descredito, banalizou-se, generalizou-se.
Ama-se de paixão e rasgam se pedaços de carne que fica arrebatada, exposta, nua em menos que um suspiro, em menos que um bocejo.
Chamam-lhe os novos corações, frios, rápidos, desesperados por algo que não existe, que não sabem o que querem porque não têm amor.
Querem tudo mas não querem nada.
Querem muito e dão pouco, ou nada.
Parece que o amar hoje não passa da paixão, do encantamento súbito de um olhar que se troca e que se deixa no mesmo instante.
A lei do novo amor não tem retorno.
Pulam de encontros frívolos, entornados talvez até por vezes calculistas, inconscientes do que é amar.
Que novo amor é este?
Onde está o amor escrito pelos poetas, o amor sentido, dorido, emotivo, sincero, arrebatador, em que a entrega das almas cresce num orgasmo único, múltiplo entre duas almas entrelaçadas.
Não está. Não existe.
Existe a paixão pelo sexo.
O prazer puramente carnal, sem calor, sem ardor, sem amor.
Observo, vejo, oiço...e o meu pensamento viaja em círculos numa mesma conclusão.
O meu coração tem amor velho!

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