sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

|Apaixonar


O mistério do mais assustador dos sentimentos.
Quem nunca esteve apaixonado não sabe do que falo...mas quem, quem é que nesta vida ainda não esteve apaixonado?
De que forma nos apaixonamos? E porquê?
Como surge esse sentimento? De onde vem?
Existem tantas formas e jeitos de paixão...
Apaixonamo-nos por um sol quente e um azul do mar.
Por um livro escrito ao nosso jeito.
Por um por de sol embrulhado num abraço.
Apaixonámos-nos por um céu estrelado, e uma lua cheia.
Por palavras sentidas, que de alguma forma nos tocam o coração, a alma. 
Pelo abraço de uma despedida.
Por um carinho meigo.
Depois, temos as músicas que nos lembram as paixões. As que existem e as que já foram.
A música acompanha o sentimento que naquele momento marcou a nossa vida.
Ouvimos uma música e a pele arrepia se, uma lágrima que cai um sorriso que se expressa.
Tantas formas de paixão, tantas formas de amar.
Será a paixão a mais nobre forma de amar?
Não.
A paixão é o sentimento incontrolável que te engana a mente, engana a razão.
A paixão é apenas o fogo, o arder rápido. 
A paixão não é o "incêndio" do amor é apenas a pinha que arde. O amor, esse sim surge e só se mantém sobe um fogo intenso, se as almas nele postas forem combustão.
A paixão são as borboletas (estúpidas) que por vezes não te deixam ver claramente a verdade.
Estar sobre este sentimento, quase frívolo, deixa te bloqueado do resto dos sentidos. Inerte. Sem rumo ou foco.
Um sentimento abrangente que todos os outros submergem. Apagam se.
E depois quando a paixão não é alimentada, quando não correspondida, tudo o que de euforicamente doce sentias, passa para um sentimento vazio. Inócuo.
Frio.
A paixão não serve, a quem não consegue manter clara a objectividade. Mas, se somos objectivos, não estamos apaixonados.
Os apaixonados trazem aquele sorriso dos tolos. Dos joanes. Dos parvos.
O sorriso de que o mundo parou e nada mais existe senão o seu amor.
Só existe uma paixão incondicionalmente, feliz e plena de amor. A de uma mãe ou um pai por um filho. Esse é o único sentimento puro totalmente desprovido de culpas, de pretextos ou frases com intenções secundárias. É a paixão do Amor.
As outras, sobre tantas formas possíveis, na sua maioria, são passageiras. São curtas. 
O amor que mantém a paixão, que a alimenta, que te leva a razão a assumir que o amor prevalece. Que esse amor forte e apaixonado tem razão de existir. Esse é raro. 
Apaixonamo-nos todos os dias de formas e por coisas ou pessoas tão diferentes, que sentimento ambíguo e estranho de definir.
A experiência ensina-nos a respeitar o amor, e a esculpir muito bem o sentimento fugaz da paixão.
As borboletas já não batem da mesma forma. Por vezes nem aparecem. Mas o mais importante do ensinamento é percebemos, que afinal a cada dia, sabemos com afinco aquilo que queremos, o que nos faz bem. 
Acordo apaixonada pelo dia mas vivo enamorada pela vida. 



2 comentários:

  1. "A paixão não é o "incêndio" do amor é apenas a pinha que arde. O amor, esse sim surge e só se mantém sobe um fogo intenso, se as almas nele postas forem combustão"...mas aonde vais tu buscar estas coisas?!Adoro esta tua "definicao"/comparacao entre a paixao e amor!Nao conseguiria eu encontrar melhores palavras para descrever tais sentimentos <3

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